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segunda-feira, 15 de março de 2010

Challenge Series "A Lenda da Arga" - Ponte de Lima


Como previsto lá fui eu fazer os 105km da Challenger Séries “A Lenda da Arga” – Ponte de Lima. O início foi relativamente calmo com todo o pessoal, menos de 200 participantes, a resguardarem-se para resistir ao total da prova.
Começou num piso misto de estrada e terra mas rapidamente entramos no primeiro teste. O primeiro monte com 450 mts de altitude. Aqui o vento ao longo de quase toda a subida foi muito forte e o frio fazia-se sentir. Sorte, estava quase pelas costas e ajudava na ascensão. Pessoal, surpresa fantástica, as paisagens ao longo de toda a descida valeram e valerão nova escalada, foi em estrada de terra, passagem em planalto até descida a covas numa das melhores zonas do percurso para btt e que só terminou já sobre no rio Coura.
Covas junto ao rio até alto da Pena com os seus 650mts de altitude, um osso difícil de roer, com vários tipos de pisos técnicos, infelizmente com o temporal várias árvores caíram o que dificultou ainda mais. No alto da Pena a paisagem é impressionante. A foz do rio, o mar, Espanha. Que vista!!! Mais umas quantas descidas até Vilar de Mouros, daquelas que qualquer apaixonado pelo btt anseia.
Bem, Vilar de Mouros foi como que o ponto de corte entre quem estava com vontade de dar tudo por tudo para cumprir na integra os 105km e os que já não confiavam no que restava das suas energias para o que ainda estava para vencer. Subida de Vilar de mouros até ao topo da serra da Arga. Do meu grupo de 5, 2 optaram por regressar pela estrada. Vinha a muito difícil ascensão do ponto de altitude de 839m. Foi após atingir este pico e na descida pelas trialeiras que aconteceu a minha queda sobre o mato. Mato quase rasteiro, com uns espinhos que me deixaram as pernas bem marcadas. Daqui para a frente foi a pé, e mesmo assim com pés torcidos pois o piso é mesmo muito complicado. Os últimos 15km foram a andar quase às cegas pois caiu a noite, mas em ritmo acelerado. A leitura do visor do GPS tornou-se a principal dificuldade e só com apoio da luz do mesmo era possível ver o trajecto a seguir, o que com o encandeamento me cegava para rolar. A situação voltou a ficar controlada quando, finalmente chegamos ao asfalto e de tempos em tempos passávamos por baixo dos candeeiros da estrada. Bem, foram quase 12 horas para completar o percurso.
Se me perguntam: é uma aventura a repetir? Respondo com convicção e muito entusiasmo: Sim e a testar os limites pois penso poder fazer o percurso completo em bem menos tempo e acabar ainda com o sol no horizonte. Haja companhia e eu alinho!